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terça-feira, 19 de maio de 2009

Cuidado: Frágil!

"Tratar o outro como uma pilha de cristais finos. Pois o ser humano é um amontoado de traumas. E cada um desses traumas merece atenção e tato, quase tratamento especial."


E é tão complicado expressar isso sem parecer que está comparando com o que já passou. Não é questão disso, de lembrar, criar problemas, "procurar cabelo em ovo", e sim estar "acostumada" com tal situação.
Não é querer exatamente um tratamento diferente, e sim um pouco de cuidado para não cutucar aquela ferida que ainda existe ali. Sim, por mais que a gente queira, certas coisas não somem! Apenas cicatrizam.
Cicatrizes mal feitas, causadas por curativos vindos da esperança de nunca mais serem abertos, extremamente frágeis, e que desabam a qualquer toquezinho mais desajeitado...

quarta-feira, 25 de março de 2009

"É mágico o que a afinidade intelectual e emocional pode fazer por duas pessoas. E quando isso se dá entre um homem e uma mulher em vias de se apaixonar, aí é o nirvana, o éden, o paraíso na terra."

terça-feira, 17 de março de 2009

"É importante a lembrança das tolices passadas, para silenciar as tolices presentes e evitar que o coração aja de novo em lugar da razão. Deve-se milimetrar todas as palavras enquanto se está imbuído de sentimentos negativos. Isso não é fácil, mas é necessário, uma vez que o corpo está tomado por adrenalina e a mente, pela pior química: os pensamentos incertos.
Medir palavras. Quem consegue, tem por mérito o direito de ser um vencedor."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"E penso ser importante aproveitar esse impulso juvenil, de te contar a vida falsa que levo..."

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Não, não é por vaidade
Dói
Durante toda a madrugada
Pinçando as letras, juntando as palavras
Sendo vil comigo mesma, piorando tudo
Com medo de não conseguir, com medo
De ser tudo tolice, e é
Tudo tolice, tudo por essa estúpida carência de
Querer ser
Ser aquilo que disse que seria..."



Insegurança? Desconheço; não faz parte do meu vocabulário.
Simples assim.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Preciso subir para pegar um pouco de ar. Respirar para poder mergulhar e me afogar sem me preocupar.
Tem uma maçã na minha garganta e as frutas não param de cair da macieira. Caem na minha cabeça e gritam: tentação, perigo, escravidão e liberdade. Como pode uma simples mordida ter desencadeado tanto?
Os sentimentos chegam como uma avalanche e não conseguem se destinguir. Socorro, claridade!

Não parou de chover neste jardim de contradições. Sinto meu corpo ficar molhado. Só não sei se devo abrir a boca e sentir o gosto ou se devo correr, correr, correr... Rapidamente, enquanto ainda há tempo."

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"Bom, você não foi. E não ligou.
A mim, só resta lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso?
Estou confusa, claro. Achava que você iria.
Tanto que aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a metereologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento. Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.
Esperei um tanto pelo seu telefonema, com todas as aborrecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.
Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma. Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, pra ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?"


Ahhh Fernanda Y., como consegue?