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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Não, não é por vaidade
Dói
Durante toda a madrugada
Pinçando as letras, juntando as palavras
Sendo vil comigo mesma, piorando tudo
Com medo de não conseguir, com medo
De ser tudo tolice, e é
Tudo tolice, tudo por essa estúpida carência de
Querer ser
Ser aquilo que disse que seria..."



Insegurança? Desconheço; não faz parte do meu vocabulário.
Simples assim.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Preciso subir para pegar um pouco de ar. Respirar para poder mergulhar e me afogar sem me preocupar.
Tem uma maçã na minha garganta e as frutas não param de cair da macieira. Caem na minha cabeça e gritam: tentação, perigo, escravidão e liberdade. Como pode uma simples mordida ter desencadeado tanto?
Os sentimentos chegam como uma avalanche e não conseguem se destinguir. Socorro, claridade!

Não parou de chover neste jardim de contradições. Sinto meu corpo ficar molhado. Só não sei se devo abrir a boca e sentir o gosto ou se devo correr, correr, correr... Rapidamente, enquanto ainda há tempo."

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"Bom, você não foi. E não ligou.
A mim, só resta lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso?
Estou confusa, claro. Achava que você iria.
Tanto que aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a metereologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento. Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.
Esperei um tanto pelo seu telefonema, com todas as aborrecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.
Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma. Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, pra ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?"


Ahhh Fernanda Y., como consegue?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

"O assassino arrebatou minha inocência para sempre, mas não a minha força.
Segui em frente além dos muros da escola, diferente. Sugeriria uma psicóloga, mas não acredito que ele esteja à procura de cura. O que resta é pena e mais nada.
Ele ainda vai comer muitas menininhas à força nesta vida e um dia a vida vai comer ele por trás. Seja em algum banheiro qualquer, ou não."

domingo, 11 de maio de 2008

"A vida como ela é..."

"Relato de um homem:
'Tudo bem... Queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas... Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: oba, me dei bem!
Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda semana... Tudo básico, até virar uma rotina sem graça...
Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista...
Você pensa: acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento. E a boa menina se transforma numa MALA, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... JÁ ERA.
Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: o que eu fiz?
Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo...
Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite... Ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos. GRANDE DESILUSÃO.
Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, gostosa, misteriosa, fico contigo, mas nem sequer pediu o número do teu telefone. FRUSTAÇÃO.
Daí, por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás... Ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal... Que ficaria ao seu lado te dando valor... Enquanto isso a boa menina, chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela... Daí essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira RAIVA. Daí, a menina manda tudo a PUTA QUE PARIU!
Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, dançar e beijar outros caras! Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada ou chateada... Muito bem! Acabamos de criar uma MONSTRA...
O tempo passa e a gente continua na mesma... Volta a reclamar da vida e das mulheres... Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós... Ou será que nós é que fomos os cachorros? Elas são assim por culpa nossa.
A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente... Provavelmente essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí... Eu a perdi pra sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e a encontrei na balada... E ela? Nem olhou pra mim... Mas estava mais linda do que nunca...' "